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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Hipótese da Rainha Vermelha

De acordo Leigh van Valen, primeiro a levantar a hipótese da Rainha Vermelha (Red Queen Hypothesis), o processo evolutivo é um jogo que soma zero, ou seja, para se manter em um ambiente, uma determinada espécie deverá sempre correr para se manter adaptada (alusão a Corrida da Rainha de Copa em Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol). Assim, a evolução biológica pode ser comparada a essa passagem do livro, na qual Alice precisa correr o máximo que puder para permanecer no mesmo lugar. O vídeo abaixo é bastante ilustrativo dessa hipótese:


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Quem sou!

Sou nordestina! E trago isso com orgulho. Baiana de nascença, sertaneja na alma, desbravadora, corajosa e curiosa. Sou uma pessoa otimista e sempre tento tirar o melhor de mim. O que mais poderia ser uma pessoa nascida em Vitória da Conquista? Assim, conquistense e vitoriosa.
Tenho trilhado meu caminho, com a certeza de que em algum lugar irei chegar. Marco, diariamente, encontros comigo mesma. Nas minhas autorreflexões, em busca de autoconhecimento, decido como quero chegar e quero chegar bem, bem comigo mesma.
Sai cedo da minha terra; fui em busca dos meus sonhos. Tentar conquistar é algo que está em meu sangue. Vim para as Minas Gerais, almejar um Belo Horizonte, e, hoje, olhando para traz, vejo o tanto que já caminhei, mas olho para frente e também vejo um longo caminho. Mas vou seguindo, sem medo, porque é para onde a vida nos leva, inevitavelmente, para frente.
Há 14 anos em Belo Horizonte, a belo-horizontina que hoje também coexiste dentro de mim se expressa, conquistense do meu belo horizonte. Sou bióloga por formação e estudante e curiosa de museologia. Não sei no que isso vai dar, mas vou tentando, pois acho que as duas áreas se completam, e se completo pode ser usado como sinônimo de equilíbrio, então, é por ai o meu caminho.
Vou superando obstáculos e muitas portas na cara. Pode doer os não que vamos ouvindo, mas pisar em terra seca eu já estou acostumada. É árdua, mas o tempo de chuva sempre chega, e, então, tudo muda, e junto vou mudando também. Vou me construindo e me reinventando aos poucos. A versatilidade é algo extremamente humano para não ser aproveitado. Sou naturalmente humana e humanamente natural. Eu sou uma pessoa comum, mas não simplória. E assim vou vivendo, porque um dia chego.

"Eu sou essencialmente uma contraditória."
"O sereno grafismo abstrato."
"Sou acompanhada por órgão e também por flauta doce. A flauta em espiral. E sou muito tango também."
"Sou desafinada, que posso fazer? Nasci esquerda."
"Eu venho de uma longa saudade."
"Adoro meus pés: eles me cumprem. E sem duvidar. Omotivo básico de minha vida é que em certa hora sou guiada por uma grande fome. Isso me explica. Sou indireta. Sou uma pessoa que é de repente e fico meio desesperada quando penso no impossível. Por exemplo: jamais conseguirei que o imperador do Japão me telefone. Eu poderia estar morrendo e ele não me telefonaria. Ou então: como localizar uma pessoa que não está em casa? O impossível me submete. Feneço. Só no domingo passado à noite - sozinha com o meu cachorro - é que meu corpo se juntou a meu corpo. E eu então fui. Fui eu."
"Eu sou uma S.A. Parêntese que não se fecha. Por favor me feche."
"Eu não chego a me compreender não."
"É que eu sou endêmica."
"Eu não sou uma sonhadora. Só devaneio para alcançar a realidade."
"Eu só uso o raciocínio como anestésico. Mas para a vida sou diretamente uma perene promessa de entendimento do meu mundo submerso."
"Falando sério: o que é que eu sou? Sem resposta.Então tiro o corpo fora. Sou Strauss ou só Beethoven? Rio ou choro?Eu sou nome. Eis a resposta. É pouco."

(Declarações de Ângela Pralini, em "Um sopro de vida" de Clarice Lispector)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Educação na Era Planetária

Não precisamos de uma reforma na educação, porque para isso, admitir-se que o sistema educacional atual precisa de reparos, e o modelo do jeito que se apresenta não é mais sustentável. Precisamos destruir para reconstruir novamente, porque o sistema educacional do presente já não cumpre seu papel. Como podemos repensar a educação para um futuro melhor?


Neste vídeo Edgar Morin questiona se o atual sistema de educação é capaz de educar para a era planetária, que teve seu início com as navegações portuguesas e as conquistas dos continentes. Edgar Morin é um dos intelectuais mais destacados da atualidade devido, sobretudo, a seu empenho em articular, a partir de um pensamento complexo, natureza, mente e sociedade.